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Thursday, 26 April 2012

O caminho mais certo para a asneira


Antes de mais, uma declaração de interesse: a True Bridge Consultancy trabalha na facilitação de negócios entre empresas e organizações do Brasil, Portugal, Reino Unido, Timor-Leste e a União Europeia.

Durante o tempo que dirigi o Centro de Negócios da AICEP na América do Sul recebia em média 3 a 4 empresas portuguesas que procuravam o Brasil como destino de comércio e investimento. Na grande maioria dos casos, os nossos empresários chegavam convencidos que conheciam o Brasil o suficiente para serem bem sucedidos, mas rapidamente descobriam que assim não era. Sem cuidado e prudência, ninguém se dá bem no Brasil.

Vem isto tudo a propósito de uma conversa com alguns empresários portugueses e brasileiros que tive a semana passada: alguns dos portugueses garantiam que a sua entrada no Brasil seria uma história de sucesso garantido, já que somos "países irmãos". Olhando para os brasileiros que ouviam esta fanfarronisse, percebi que alguns deles nem estavam a perceber bem o que ali se passava, tal era o fosso entre o que estava a ser dito e a realidade.

O Brasil é um país complexo, competitivo e sofisticado, onde toda a gente está ou quer estar e onde o que é verdade no Rio Grande do Sul não o é no Amazonas. Quem acha que o Brasil é um eldourado que onde se chega na quarta-feira e se fica rico no domingo está muito enganado e vai se dar mal.

Friday, 14 October 2011

O milagre matinal

À volta da minha casa, praticamente por qualquer dos caminhos que eu possa fazer para ir trabalhar, existem 3 escolas com alunos pequenos, o que significa uma longa fila de carros parados com pais a deixarem as crianças. E mesmo nos casos em que as crianças são rápidas a sair do carro e já têm idade para entrarem sozinhas na escola, há sempre uma paragem-tirar o cinto de segurança-agarrar a mochila-abrir a porta-fechar a porta-seguir viagem.

Quando as crianças têm que ser acompanhadas à escola, este movimento multiplica-se em paragem-desligar o carro-tirar o sinto-abrir a porta-fechar a porta-dar a volta ao carro-abrir a porta-tirar a criança da cadeirinha-pegar na mochila-tirar a criança e a mochila do carro-fechar a porta-levar a criança à escola-voltar para o carro-abrir a porta-entrar no carro-fechar a porta-por o cinto-ligar o carro-partir. Uff.

Qual é o segredo deste movimento perpétuo e constante? descobri-o hoje. É o-milagre-do-desaparecimento-do-carro-quando-se-ligam-os-quatro-piscas. Um pai demorado levou uma buzinadela de outro carro apressado e, olhando para o outro condutor, disse: Eu liguei os quatro piscas!!

E pronto! Não se fala mais no assunto. Nem Siegfred e Roy (dois mágicos alemães dos anos 80 que se especializaram em fazer desaparecer elefantes) seriam capazes de tamanho feito.

Saturday, 21 May 2011

Azares profissionais


Ontem à tarde estava eu numa paragem de taxis à espera de um carro que me levasse para uma reunião quando parou uma carrinha de uma estação de televisão. Eu, distraído a ver emails no telefone, não percebi que da carrinha saiu uma mulher que, se não era uma modelo, poderia ser.

Quase de imediato, um taxi parou e, quando eu entrei, vi o motorista puxar o seu próprio banco para a frente e esperar com um ar contente, que lhe passou assim que eu fechei a porta do carro. Olhando para fora, o taxista perguntou: "E a moça? A moça não vem?" Só nessa altura reparei na modelo que avançava para um taxi que parou logo atrás do nosso.

Dali até ao meu destino, fui ouvindo resmungos bem dispostos sobre o azar de chegar primeiro à paragem de taxis...

Tuesday, 26 April 2011

Alguém sabe para onde vamos?


No avião de São Paulo para o Rio de janeiro, o piloto deu as boas vindas aos passageiros dizendo "bem-vindos ao voo da TAM para..." e depois de uma curta pausa, voltando-se para o co-piloto com o microfone ainda ligado: "afinal para onde vai este avião?". Uma hora mais tarde, quando pousamos no Rio de Janeiro a hospedeira (ou aeromoça) deu-nos, por duas vezes, as boas vindas a... São Paulo!

Foi certamente o voo mais nonsense que alguma vez apanhei.