Friday, 12 February 2010

Um Homem bom


Fez ontem 20 anos que Nelson Mandela foi libertado. Lembro-me de ver as imagens na televisão do quartel do Regimento de Artilharia de Lisboa, onde estava de serviço, sem perceber que estava a ver um Homem bom que iria marcar o mundo com o seu exemplo de tolerância, paz e concórdia.

Mais tarde, li a autobiografia "um longo caminho para a Liberdade" onde Mandela conta a sua vida e a evolução de filho de um Chefe tribal a respeitado estadista. Da sua longa prosa, marca-nos a evolução humanista e a lenta mas segura transformação de um homem cheio de rancores - com razão para os ter - para um homem cheio de compaixão.

Muito devemos nós, todos nós, ao exemplo de Nelson Mandela. Um Homem Bom que salvou a África do Sul do caos e que nos deixa a todos um pouco mais perto da nossa humanidade.

Wednesday, 10 February 2010

Na meia idade

É oficial. Estou na meia idade. Tenho que usar óculos para ler.

Tuesday, 9 February 2010

Monday, 8 February 2010

Argumentos a favor da televisão pública

A televisão no Reino Unido, como em Portugal, está cheia de séries americanas - algumas muitíssimo boas e outras péssimas -, programas assustadores "da vida real" como corpos desfigurados que, como o nome indica, roda à volta das tristes vidas de pessoas horrivelmente gordas ou com deformações físicas, crianças que se portam horrivelmente mal e outras pérolas do género.

No meio disto tudo, há a BBC. Quase todas as noites a BBC, nomeadamente a BBC1 e a BBC4, oferecem programas de história britânica ou mundial, de cultura, boas sérias britânicas (e algumas menos boas), documentários e outros. Na semana passada pude ver um programa sobre a idade média na Inglaterra, um documentário sobre os reinos tradicionais africanos, uma séria sobre o papel da Royal Navy na formação do carácter britânico, uma série sobre o papel dos chamados "ministérios de soberania" que começou com o papel do MNE e semana que vem irá tratar do MAI e um debate sobre o papel das biografias políticas e diários de políticos na formação da memória colectiva, para citar apenas alguns.

Como a BBC vive da chamada taxa de televisão e não tem publicidade, não está condicionada à vontade do mercado e pode dar-se ao luxo de produzir programas que, reconheço, nem toda a gente gosta de ver. Acresce que, para impedir a "italianização" da BBC, a independência da sua linha editorial é garantida por uma "carta" que a protege de interferências indevidas.

A BBC é um óptimo argumento a favor da televisão pública que cumpra o seu papel de nicho sem tentar ser mais comercial que as televisões privadas. É igualmente um óptimo argumento a favor da televisão como meio de entertenimento e cultura.

E ao canto, está um Da Vinci

Este fim-de-semana fomos jantar a casa da Marina e do Alexandro, amigos italianos de Bristol que vivem em Londres. Cercados por pizzas caseiras óptimas, fomos pondo a conversa em dia e, em particular, o novo emprego do Alexandro que agora trabalha na National Gallery.

Contou ele que entre outros passos no processo de boas vindas à National Gallery, visita-se os seus vários departamentos incluindo a carpintaria - onde se produzem e "envelhecem" as molduras usadas no Museu de forma a coincidirem com a idade dos quadros - e o departamento de restauros.

Neste último, estavam a restaurar um Ticiano (penso eu) que o Alexandro foi ver de perto, mas com muito cuidado para não derrubar um Da Vinci que, encostado displicentemente a uma parede, aguardava a sua vez de ser restaurado.

Friday, 5 February 2010

A brincar com fogo

Numa altura em que os mercados estão absolutamente desconfiados sobre a nossa capacidade de dominar o déficit público e que a credibilidade internacional da nossa economia está sob escurtínio intenso, esperava-se que as instituições portuguesas tivessem a coragem e o sentido de estado necessário para enviar os sinais certos.

Era bom, mas não. O sinal que damos é autorizar mais individamento regional e aumentar ainda mais a dívida publica.

Aparentemente os pirómanos têm a chave do carro dos bombeiros. Arriscamo-nos a acabar queimados!

Thursday, 4 February 2010

Innovating Portugal

Terminou ontem o primeiro ciclo de conferências dedicado à inovação, modernidade e inteligencia de origem portuguesa organizado pela AICEP Londres, o Barclays com o apoio da TAP e de um conjunto grande de associções britânicas de vários sectores.

Foram 10 meses a mostrar, a cada dois meses, o que de melhor fazemos em áreas tão diferentes como as Energias Renováveis, a Sociedade da Informação, a Biotecnologia e Saúde, a Contrução e os Materais de Construção e os Oceanos. Foram 10 meses a mostrar aos empresários de topo britânicos que Portugal é destino de negócios e origem de ideias boas, novas e eficazes.

Em 2010 continuaremos a apresentar soluções portuguesas para problemas globais.

Friday, 29 January 2010

European English

O sonho dos euroentusiatas? Antes dos eurocépticos!

The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.

As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5-year phase-in plan that would become known as "Euro-English".

In the first year, "s" will replace the soft "c". Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter. There will be growing publik enthusiasm in the sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f". This will make words like fotograf 20% shorter.

In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where! more komplikated changes are possible.

Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling.

Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away.

By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such as replasing "th" with "z" and "w" with "v".

During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensibl riten styl.

Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi tu understand ech oza. Ze drem of a united urop vil finali kum tru.

Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.

Thursday, 28 January 2010

Paula Rego

Ontem e hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros esteve em Londres para participar na reunião internacional sobre o Afeganistão tendo o nosso Embaixador oferecido um jantar em sua honra na Residência. Para além do convidado de honra e do anfritião, estavam presentes a delegação que acompanhou o Ministro, as pessoas que trabalham na Embaixada e, vinda de fora "da casa", a Pintora Paula Rego e um senhor inglês que a acompanhava.

Como os quadros da Paula Rego retratam um universo que me causa alguma angústia, esperava que a sua autora fosse uma mulher com traumas visíveis ou distante e perdida num mundo escuro. Para minha surpresa, a Paula Rego, provavelmente a mais bem sucedida artista plástica portuguesa da actualidade, é uma mulher simples, simpática e agradável, com uma conversa bem disposta e risonha.

No fim da noite fiquei a pensar onde será que a Paula Rego guarda ou encontra a inspiração para pintar os quadros que me impressionam e assustam.

Wednesday, 27 January 2010

Dos bons exemplos

Uma das coisas mais interessantes que tenho tido o prazer de verificar desde que assumi as funções de Director do Centro de Negócios de Londres da AICEP é o conjunto significativo de boas empresas e bons empresários que Portugal tem, sem prejuízo para o outro conjunto - talvez mais numeroso mas em vias de extinção - de más empresas e maus empresários.

Empresas, muitas delas de dimensão reduzida, com soluções novas e diferentes em sectores tecnológicamente avançadíssimos que, sem alarido ou confusão, vão ganhando novos clientes em mercados altamente competitivos e exigentes. Ou empresas que se destacam pela qualidade, o design e a inovação em sectores tradicionais.

Vem isto a propósito da visita que hoje fiz à Feira dos Interiores de Birmingham, onde fui falar para uma plateia pequena mas simpática e atenta, das virtudes dos sectores da iluminação e dos móveis portugueses. Entre os expositores, num pavilhão de boas dimensões e bom gosto, estava a Associative Design, que resulta da conjugação de esforços da Associação das Indústrias de Madeira e do Mobiliário de Portugal e da Portugal Brands, organização que reúne um conjunto importante de jovens designers portugueses do sector dos móveis que, trabalhando juntos para o proveito comum, têm conseguido fazer bons negócios nos mercados mais difícies e, por isso, mais recompensadores.

Se fosse apenas isso, e já muito haveria para contar. Mas o que faz desta colaboração um caso ainda mais interessante é que nasceu, cresceu e afirmou-se na sociedade civil, pela vontade e pelo trabalho dos seus promotores, recorrendo aos apoios públicos apenas como complemento e não como principal fonte de financiamento ou de inspiração.

Um bom dia para falar das empresas portuguesas.

Sunday, 24 January 2010

Os trabalhos da Margarida

A Margarida acabou hoje os seus primeiros trabalhos para o Mestrado de História da Europa que está a fazer na Universidade de Londres.

O sossego e a boa disposição reinam de novo na família Cruz!

Salvar Árvores (e poupar umas Libras)? Eu salvo (e poupo) as minhas mas tu mata (e gastas) as tuas, sff

O meu banco andou semanas a maçar-me para que eu deixasse de receber os extractos pelo correio e passasse a recebe-los na minha página de e-banking: que é mais prático (não tem que arquivar páginas e páginas de informação) , mais ecológico (não se matam árvores e poupa-se nas impressões e correios) e mais seguro (não andam dados bancários impressos em papel por todo o lado).

Depois de ter passado um fim de semana a tentar pôr ordem às milhares de páginas de extractos antigos, rendi-me à evidência e passei a receber a informação pelo e-banking.

Qual não é o meu espanto quando vou confirmar as transacções deste mês e vejo o seguinte aviso no fim da página: "para sua segurança aconselhamos a imprimir e guardar este extracto"?

Porque me irrita querem fazer-me de parvo, amanhã voltarei a receber o extracto em papel!

Saturday, 23 January 2010

Uma questão de perspectiva

Faz amanhã uma semana que fui finalmente buscar a minha Kawasaki nova ao stand. É enorme, muito confortável e faz um barulho muito respeitável mas civilizado.

Como as motas novas precisam de andar 100 milhas (160 km) até os pneus perderem uma espécie de capa ou película que lhe retira aderência, só tenho andado na mota nova nos (poucos) dias secos, optando por usar a Honda antiga nos dias de chuva.

Se até à semana passada eu achava a mota antiga (que irá para a Margarida) muito substancial, bastou-me andar umas 3 ou 4 vezes na mota nova para mudar radicalmente de opinião.

De facto, tirando as ciências exactas e, em particular, a matemática, quase tudo na vida se resume a perspectivas ou opiniões.

Tuesday, 19 January 2010

Neo-Cons versão Holywood

Ontem deu um filme péssimo de ficção científica na televisão chamado "O Dia em que a Terra Parou" no qual o Kenau Reves faz de extra-terrestre que vem à terra avisar a Raça Humana que ou muda de hábitos e protege o planeta ou será aniquilada pelos ETs ecolos.

Como pretende dirigir a sua mesagem aos líderes mundiais reunidos na UNO, o ET mal disposto desembarca em NY onde é rapidamente preso pelos militares americanos. Ao ser interrogado pela Secretária da Defesa, o nosso herói pergunta se ela fala pelo Mundo ao que ela responde que fala pelo Presidente dos Estados Unidos, como se da mesma coisa se tratasse...

O Senhor Cheney não faria melhor!

Perdido na Câmara dos Lords

Ontem houve uma recepção ao Presidente do nosso Parlamento na Câmara dos Lordes para comemorar os 200 anos das Linhas de Torres Vedras, organizada pelo grupo intraparlamentar de amizade Reino Unido-Porugal. A acompanhar o Dr. Gama estavam os Presidentes das Comissões Parlamentares dos Negócios Estrangeiros, Ribeiro e Castro (CDS) e da Defesa José Luis Arnaut (PSD), que conheci quando fui chefe de Gabinete do MNE e que encontrei mais tarde em Timor.

A cerimónia foi simples e curta, com uma apresentação das Linhas por um engenheiro militar e alguns apelos para a sua recuperação. Posteriormente houve uma recepção presidida pela Speaker da Câmara dos Lordes numa sala com uma bela vista para o Tamisa.

Como tinha que ir buscar a Margarida à Faculdade, sai mais cedo e fui à procura do bengaleiro onde tinha deixado o casaco e o capacete. Começaram aí os meus trabalhos: o Palácio de Westminster é enorme e labiríntico e os corredores todos iguais. Quando dei por mim, estava completamente perdido. Quem me valeu foi (1) uma Senhora da limpeza, (2) uma Senhora dos serviços da Câmara dos Lordes, (3) um Mordomo (de casaca e condecorações) do Restaurante dos Lordes e (4) um Segurança do Parlamento que, comigo, percorreram os corredores e escadas do Palácio até encontrarmos o bengaleiro certo. Sem estes novos e inestimáveis amigos, ainda agora andaria perdido sem rumo nem futuro.

Quem tem amigos tem tudo!

Sunday, 17 January 2010

Óculos escuros durante 48 horas

Depois de semanas de neve, frio e chuva hoje Londres acordou solarenga e com uns maravilhosos 8Cº. E os dias já começarar a crescer: hoje o pôr do sol foi às 4H30 da tarde. Só é pena que na terça-feira recomece a chover.

Mas até lá ando de óculos escuros na rua.

Friday, 15 January 2010

Uma caixa de supresas

Estava eu às voltas com a próxima actividade da AICEP em Londres quando entra uma das pessoas que trabalha comigo a carregar uma caixa enorme remetida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Lá dentro cartas, revistas, convites, livros, canetas, bolas de golf e cartões a desejarem-me boas festas na minha qualidade de Subsecretário de Estado Adjunto do MNE, cargo que não exerço desde o verão de 2006.

Dirão os mais caritativos que há muita gente com saudades minhas. Outros poderão dizer que ninguém percebeu que já lá não estou. Seja como for, diverti-me a ver as coisas que mandaram e agradeço retribuindo a todos os votos de boas festas.

Thursday, 14 January 2010

O fim do mau tempo?

Amanhã, pela primeira vez em semanas, o Instituto de Meteorologia não emitiu um alerta de mau tempo para a região de Londres e já não há gelo ou neve nos parques da cidade. Estará o mau tempo que começou antes do Natal a chegar ao fim?

Monday, 11 January 2010

Grandes vilas e pequena cidade

O Público on-line tem uma nota sobre 4 vilas portuguesas que, cumprindo todos os requisitos, se recusam a serem "promovidas" a cidade: Ponte de Lima - que é a mais antiga vila de Portugal -, Cascais e Sintra - por razões ligadas à sua imagem turistica - e Oeiras - que não vê qualquer vantagem na alteração de estatuto -.

Em oposição, S. Davis no País de Gales - que visitei em 2005 -, tem 1717 habitantes mas foi reconhecida como a mais pequena cidade do Reino pela Rainha Isabel por ter sido sede de Bispado desde o Séc. XII e ser, segundo a lenda, o local onde está enterrado S. Davis, Santo Padroeiro do País de Gales.

Tanto as grandes vilas portuguesas como a pequena cidade do País de Gales merecem uma longa visita.

Sunday, 10 January 2010

A modéstia colectiva

Quando se discutia o que enviar a bordo da Voyager como apresentação sobre os Seres Humanos para outras civilizações, alguém propôs que se incluísse um excerto de música de Bach, mas Carl Sagan opôs-se argumentando que seria exibicionismo.

Para que se saiba, a Voyger, que vagueia pelo espaço desde 1977, transporta um disco (e a respectiva agulha) de cobre revestido a ouro, contendo uma apresentação com 115 imagens (onde estão incluídas imagens do Cristo Redentor no Brasil, a Grande Muralha da China, pescadores portugueses, entre outras), 35 sons naturais (vento, pássaros, água, etc.) e saudações em 55 línguas, incluindo Português. Foram também incluídos excertos de música étnica, de obras de Beethoven e Mozart, e "Johnny B. Goode" de Chuck Berry.

Mas, por modéstia colectiva, um eventual ET não ouvirá Bach.

Saturday, 9 January 2010

Em Maio a caminho da Normandia

Este Natal ofereci-me uma mota nova em preto com encosto para a Margarida e malas laterais. Infelizmente, por causa da neve, a mota continua no concessionário à espera de melhores dias.

Mas isso não impediu de ter já marcado a nossa primeira viagem: em finais de Maio, aproveitando um dos poucos feriados destas ilhas, vamos visitar as praias do desembarque aliado na Normandia.

Obrigado a todos

Foi um prazer receber tantos telefonemas, mensagens escritas, mensagens de voz e mensagens no facebook de parabéns pelos meus 42 anos. É bom saber que tenho tantos amigos espalhados pelo mundo.

Muito obrigado a todos.

Por perigos e ventos esforçados

Depois de ter passado quase 2 semanas sob chuva em Lisboa, eis-me de volta a Londres onde quase não parou de nevar e onde estão hoje -6Cº. E voltar não foi fácil

Na quinta-feira apresentei-me 3 horas antes do voo no balcão da BA em Lisboa, que estava estranhamente calmo, onde fui informado que o meu voo para Londres tinha sido cancelado por causa do mau tempo. Estranhamente, ao mesmo tempo, os valentes da TAP levantavam voo sem dramas para os seus destinos no Reino Unido.

Tendo comentado com a funcionária portuguesa da BA que estava a mudar o meu voo o facto de o tempo entre Lisboa e Londres à mesma hora ser igual para a TAP ou para a BA, ela respondeu que a TAP não iria aguentar a pressão, com um ar petulante de quem não tinha percebido que a BA é que tinha falhado, coisa que tive o gosto de lhe fazer notar.

Olhando para mim com mal disfarçado desagrado, entregou-me o novo bilhete para o dia seguinte de manhã... na TAP.

Friday, 18 December 2009

Ate para o ano

Parto hoje para Lisboa, so voltando a Londres no dia 7 de Janeiro. Se nao nos virmos, desejo a todos um optimo Natal e um ano de 2010 cheio de alegrias.

Sunday, 13 December 2009

Mais Natal em Londres

Continuando as festividades natalícias, a Margarida e eu fomos passar a tarde a cantar cânticos de Natal no Royal Albert Hall, uma sala de espetáculos que lembra o Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Numa sala completamente cheia de várias gerações de famílias, muitos com chápeus de Pai Natal, uma orquestra e coro tocaram e cantaram músicas de Natal, desde as mais tradicionais, como Silent Night, O litle town of Bethlehem ou Good King Wenceslas até músicas mais modernas como Santa Claus is coming to town, Winter Wonderland ou Frosty the Snowman.

Tratando-se de um "sing alone" ou, como disse o Maestro, um karaoke de Natal com música ao vivo, cada lugar tinha uma folha com as letras das músicas para todos podermos cantar, o que fizemos a plenos pulmões.

Uma tarde bem passada em espírito natalício e comunitário.

Natal em Londres

O Natal no Reino Unido é muito divertido e animado, com bandas do Salvation Army, coros e outros grupos a tocarem e cantarem musicas nas estações de comboio, nas principais ruas e esquinas das cidades.

Junto algumas fotografias das luzes de Londres. Acrescente-se que as luzes de Oxford Street, Regent Street e Bond Street são da responsabilidade de uma empresa portuguesa.







Friday, 11 December 2009

As coisas certas

Aos meus ouvidos europeus ocidentais de centro, o discurso do Presidente Obama ontem fez todo o sentido e, acrescente-se, a oratória é uma arte que muito ajuda à transmissão de ideias.

Sunday, 6 December 2009

O Choque das Civilizações

Queria ter escrito alguma coisa sobre o resultado do referendo Suiço sobre os Minaretes e como vamos, paulatinamente, perdendo a alma e ficando cada vez mais parecidos com aqueles que nos odeiam, mas deixei passar o tempo e já não tenho nada de muito original para dizer.

Sem prejuízo, vamos por caminhos perigosos.

Será? Espero que não...


Tirado do Facebook de uma amiga que conheci em Timor e que agora trabalha no Afganistão.

Fim de semana de rapazes

O meu sobrinho Sebastião veio passar este Fim de Semana a Londres e fizemos um programa de rapazes. A saber:

No Sábado partimos para Twickenham por volta das 11H30 para assistir à final da Taça Mastercard entre os All Black (Nova Zelândia) e os Barbarians (resto do Mundo). O jogo foi mais divertido do que eu antecipava pois o Sebastião, que joga no Direito, explicou-me as regras do Rugby, o que ajuda...

Depois do Haka (o muito barulhento e impressionante cantico de guerra Mauri que os All black cantam antes de cada jogo) assistimos a uma vitória convincente dos Barbarians por 25-18 com 2 ensaios de ponta-a-ponta do campo finalizados por um jogador Sul Africano pequenino (só tem 178cm que, comparado com as outras torres, parece mínimo) mas rápido e eficaz.

Notei duas grandes diferenças entre o que vi no Sábado e o que se vê num campo de futebol: Por um lado, as claques estavam todas misturadas e não houve o menor problema, tensão ou provocação. Por outro lado, um dos ensaios dos All Black foi muito confuso, com jogadores uns por cima dos outros, mas nada disso preocupou o árbrito, que mandou um dos árbritos assistentes ver as imagens de televisão e que todo o estádio pode igualmente ver nos ecrãs gigantes. Quando estavamos todos de acordo que o ensaio era válido, o jogo continuou sem drama.

Depois do jogo, voltámos para Londres debaixo de uma chuva fria e maçadora numa viagem que levou o dobro da ida, pois havia muitas ruas fechadas à volta do estádio que o GPS insistia em aconselhar. Mesmo com a chuva e o frio, ainda bem que fomos de mota pois as pessoas que foram de carro ainda lá devem estar, tal era o trânsito!

Depois do jantar, fomos com a Margarida patinar no gelo ao Winter Wonderland, uma feira de Natal áustriaca que está em Hyde Park. Devo dizer, orgulhoso, que cada um de nós só caiu uma vez, o que, considerando que nenhum de nós tinha patinado antes, foi uma assinalável sucesso.

Domingo foi um dia ainda mais de rapazes!

De manha fomos às London Dungeons, uma mistura de museu e parque de diversões dedicado a tortura, morte e doenças. Muito divertido! Começámos por visitar uma cidade atacada pela Peste Negra com toda a sorte de infectados; depois fomos ver uma sala de operações de um médico da baixa idade média onde fui "escolhido" para ser o doente e abriram-me um buraco na cabeça com um saca-rolhas para libertar a pressão intra-craniana, sangraram-me um pulso para curar uma doença qualquer e deceparam-me uma mão, já que a sangria anterior tinha gangrenado (segundo o Sebastião, sofri todas estas provações sempre a rir). Dali fomos cortar o cabelo ao salão do Sweeney Todd e passear por Whitechapel tendo encontrado Jack the Ripper num Pub com mau aspecto. Finalmente, fomos levados por Traitor's Gate, torturados na Torre, julgados, condenados e enforcados. Um programão!!!

Após todas estas provações, fomos a outro Museu, mais sério mas dentro do mesmo estilo: o Winston Churchill Britain at War Experience que reproduz com objectos da época e cenários, o dia a dia da população civil de Londres durante o Blitz. O Museu é bem sucedido nos seus objectivos e fica-se cheio de admiração pelo espírito britânico que muito aguentou. Uma curiosidade: durante a guerra, os únicos bens que nunca foram racionados foram o tabaco e as bebidas pois a sua falta afectariam a capacidade de restir das pessoas. Como mudaram os habitos...

Dali fomos visitar o HMS Belfast, um dos cruzadores utilizados durante o Dia D. A visita é um pouco confusa pois o navio é enorme e de tempos a tempos ficamos sem saber muito bem onde estamos. Já que um navio tem que ser auto-suficiente e um cruzador do tamanho do Belfast é tripulado por mais de 1500 pessoas, há de tudo: padaria, talho, peixaria, messes, lojas, hospital, DJ, etc.

Depois do almoço e de uma visita a duas lojas de desporto onde o Sebastião comprou 3 camisas de rugby, voltámos ao Winter Wonderland, onde nos encontrámos com a Margarida para mais uns "sustos" na montanha russa (Sebastião a Margarida) e noutro brinquedo ainda mais "entusiasmante" (só o Sebastião).

Foi um belo fim de semana de rapazes!

Monday, 30 November 2009

Que a Força esteja contigo

O Reino Unido faz um censo a cada 10 anos onde, entre outras coisas, pergunta a religião de cada um.

No último censo descobriu-se que mais de 300 mil pessoas seguem a antiga e mui nobre religião Jedi, o que transforma os irmãos na Fé de Yoda e Luke Skywalker na terceira mais importante religião destas ilhas, apenas ultrapassada pelo Cristianismo e pelo Islamismo.

A Força (e o nonesense) estão bem e recomendam-se por estas partes.

Monday, 23 November 2009

Cada vez percebo menos da bola

Quem me conhece sabe que eu não ligo nenhuma ao futebol. Aliás, que melhor prova haverá disso do que ser do Belenenses e não andar deprimido ano após ano?

Talvez por isso tenha ficado espantado com a manchete d'A Bola de hoje: "Leão volta a ter raça", numa alusão à vitória do Sporting sobre os Pescadores da Caparica por 4-1. Na minha ignorância esperava que o Sporting vencesse os Pescadores da Caparica por 40-0 a jogar com metade da equipe e com os olhos fechados.

Thursday, 19 November 2009

Finalmente

Que a Justiça é um dos maiores problemas que temos, toda a gente sabe. Que a Justiça é fundamental para o regime democrático ninguém duvida. Que há muito mau ambiente entre os principais actores do sistema de Justiça parece ser óbvio. Que é necessário pôr esta gente a falar civilizadamente uns com os outros e a remarem para o mesmo lado parece-me evidente.

O que não sabia é que existe desde o ano 2000 um mecanismo institucional de consulta do sector, o Conselho Consultivo, que reuniu ontem pela primeira nos últimos 5 anos. Sem mais comentários, limito-me a dizer: Finalmente!

Tuesday, 17 November 2009

Coisas com graça III



Fotografia tirada do facebook de uma amiga de Timor

Monday, 16 November 2009

Lulas grelhadas? Never heard...

Se Sábado foi dedicado à cozinha persa (ver o post a seguir), Domingo fomos almoçar com outros amigos que também estavam em Londres, a um restaurante de peixe chamado Fish Works. O restaurante (que é parte de uma cadeia que existe um pouco por todo o lado) tem uma peixaria à entrada onde podemos escolher o peixe (como o Mercado do Peixe em Lisboa) e há ainda uma boa lista com variedades de peixe ou marisco.

Depois de ter comido como um Xá da Pérsia na véspera, só me apetecia umas lulas grelhadas com salada e qual não foi a minha alegria quando as vi, com bom ar, na peixaria. O pior veio a seguir: pedidas as ditas lulas, o criado não fazia ideia do que é que eu estava a falar e perguntou-se se eu queria calamares. Expliquei-lhe que não, que queria lulas grelhadas. Continou sem perceber bem. Expliquei então o que queria: lulas grelhadas ao bocados com azeite e limão.

Desconfiado, esperei a chegada do prato que vinha óptimo, bem servido, e tal qual eu tinha pedido. No fim, o criado comentou, a rir, que iriam passar a ter lulas grelhadas na ementa. Disse-lhe que esperava que o prato se chamasse "Bernardo's style squids".

Senti-me digno conterrâneo da Rainha Catarina de Brangança, que introduziu o chá nestas ilhas.

Come-se bem no Irão

Este sábado fomos, com um amigo de Lisboa e uma amiga do amigo que é iraniana, a um restaurante persa aqui em Londres. Nada mais sensato do que experimentar comidas de paises que não conhecemos na companhia de quem sabe o que faz e o que escolhe.

Depois de assistir, divertido, a uma longa conversa em persa entre a amiga do amigo e o criado, e ver, ainda mais divertido, a cara da Margarida quando, por engano, lhe mostraram a parte da ementa escrita em árabe, comemos uma série de entradas e grelhados que lembram a cozinha libanesa - que, por sua vez, lembra as cozinhas turca e grega - servidas em quantidades industriais e acompanhadas com um bom arroz de manteiga. Particular do Irão era a bedida: dois jarros de leite semi-qualhado com especiarias, sal, pimenta e gelo que nunca tinha visto antes e de que gostei.

Mais uma variedade culinária a somar aos vários países onde se está bem à mesa.

Coisas com graça II

Transcrito do The London Times com a devida vénia para o João Pedro Pereira que me enviou esta história.

No exterior do Bristol Zoo existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 autocarros. Durante 25 anos, a cobrança do estacionamento foi efectuada por um muito simpático cobrador. As taxas eram o correspondente a €1.40 para carros e €7.00 para os autocarros.

Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, o cobrador simplesmente não apareceu. A administração do Zoo, então, ligou para a Câmara Municipal e solicitou que enviassem um outro cobrador. A Câmara fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era da responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o cobrador era um empregado da Câmara. A Câmara, por sua vez, respondeu que o cobrador do estacionamento jamais fizera parte dos seus quadros e que nunca lhe tinha pago ordenado.

Enquanto isso, descansando na sua bela residência nalgum lugar da costa da Espanha (ou algo parecido), existe um homem que (...) simplesmente começou a aparecer, todos os dias, cobrando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em €560 por dia... durante 25 anos. Assumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de 7 milhões de Euros.

Friday, 13 November 2009

Coisas com graça

The following is an actual question given on a University of Washington Mid-Term Test in Chemistry.

Bonus Question: Is Hell exothermic (gives off heat) or endothermic (absorbs heat)?

One student wrote the following:

First, we need to know how the mass of Hell is changing in time. So we need to know the rate at which souls are moving into Hell and the rate at which they are leaving. I think that we can safely assume that once a soul gets to Hell, it will not leave. Therefore, no souls are leaving. As for how many souls are entering Hell, let's look at the different religions that exist in the world today.

Most of these religions state that if you are not a member of their religion, you will go to Hell. Since there is more than one of these religions and since people do not belong to more than one religion, we can project that all souls go to Hell. With birth and death rates as they are, we can expect the number of souls in Hell to increase exponentially. Now, we look at the rate of change of the volume in Hell because Boyle's Law states that in order for the temperature and pressure in Hell to stay the same, the volume of Hell has to expand proportionately as souls are added.

This gives two possibilities:

1. If Hell is expanding at a slower rate than the rate at which souls enter Hell, then the temperature and pressure in Hell will increase until all Hell breaks loose.

2. If Hell is expanding at a rate faster than the increase of souls in Hell, then the temperature and pressure will drop until Hell freezes over.

So which is it?

If we accept the postulate given to me by Teresa during my Freshman year that, 'It will be a cold day in Hell before I sleep with you', and take into account the fact
that I slept with her last night, then number two must be true, and thus I am sure that Hell is exothermic and has already frozen over. The corollary of this theory is that since Hell has frozen over, it follows that it is not accepting any more souls and is therefore, extinct... leaving only Heaven, thereby proving the existence of a divine being which explains why, last night, Teresa kept shouting 'Oh, my God.'

Wednesday, 11 November 2009

Do princípio libertário

Se quisesse simplificar numa frase o libertarismo diria que desde que não prejudique ninguém, eu devo ser livre para fazer o que quiser. E se aplicarmos esse princípio à nossa relação com o Estado, diria que este deveria limitar-se a regular as acções (e omissão) que possam prejudicar outros, o que, em bom rigor, já lhe deixa uma enorme margem para regular a nossa liberdade.

Como é natural, como todas as simplificações, esta não resiste, por si só, aos casos particulares ou a exemplos extremos que são óptimos para destruir as propostas gerais mas não servem para discutir seriamente o papel do Estado.

Sem prejuízo, e voltando à simplificação libertária, o critério de actuação do Estado poderá ser a medida em que a limitação da minha liberdade individual é – ou não – necessária para a preservação da liberdade de terceiros. Por exemplo, acho normal que o Estado regule a quantidade de álcool que posso beber antes de guiar pois há um risco evidente para terceiros se eu atropelar alguém por ir bêbado mas já não vejo razão para que o Estado me obrigue a usar capacete quando ando de mota, pois aí o perigo é só meu e não me parece que deva ser competência do Estado proteger-me de mim mesmo.

Se a questão é clara no que diz respeito à liberdade individual que normalmente associamos aos direitos políticos e cívicos, podemos argumentar que o papel do Estado será o oposto no caso dos direitos económicos e sociais: para sermos mais livres é necessário termos as condições de vida, educação e saúde que nos permitam escolher. Assim, ao Estado competirá agir para prevenir que alguém caia abaixo do que seja comumente aceite como o mínimo indispensável e que hoje entendemos ser o limiar de pobreza, ou seja, 60% do rendimento médio de uma determinada sociedade.

À medida que as sociedades se organizam e que enfrentam problemas mais complexos, menor é a nossa margem de escolha. Sem um limite claro para o papel interventor do Estado, corremos o risco de ver desaparecer a nossa liberdade, sob a capa benigna de nos proteger dos outros, que é necessário, ou de nós próprios, que é abusivo.

Tuesday, 10 November 2009

Afinal ainda há marinheiros

Há uns anos conto-me um amigo que um Almirante português na NATO queixava-se dizendo "que passámos de marinheiros a banhistas, com água pelo joelho e medo de molhar o fato de banho".

Embora o número de pessoas que têm carta de marinheiro ou de patrão local, costa ou de alto mar seja apenas 0.13% da população - o que pode ser igualmente explicado pela burocracia e exigência extrema que nos é imposta pelo Estado - ainda há Marinheiros em Portugal. O Francisco Lobato é um deles. Parabéns.

Monday, 9 November 2009

Dias que não esqueço

Faz hoje 20 anos que o Muro de Berlim caiu e com ele a divisão da Europa.

Pessoalmente, o Muro de Berlim influenciou-me para sempre. Em 1985 visitei Berlim e fiquei impressionadíssimo com o Muro, principalmente os trilhos do elétrico que desapareciam debaixo do Muro e a sensação de claustrofobia, mesmo considerando que Berlim Ocidental era muito maior que Lisboa.

Mas mais impressionado fiquei quando visitei Berlim Leste: enquanto que Berlim Ocidental era uma cidade activíssima, cheia de vida, que nunca parava, Berlim Leste era uma cidade cinzenta, sem nada, com pessoas tristes e apagadas.

Tratando-se do mesmo povo, às vezes das mesmas famílias, a principal diferença era o sistema político que existia dos dois lados do Muro. Não sei se percebi na altura mas o meu interesse em sistemas políticos e liberdade individual começou naquele verão de 1985.

E se tivesse alguma dúvida sobre as virtudes da economia de mercado e da liberdade política, com todos os defeitos que lhes reconheço, bastava pensar na senhora de 78 anos que conheci no metro de Berlim que, sendo cidadã da República Democrática Alemã reformada - e portanto autorizada a vistar o Ocidente de 3 em 3 meses - ia a Berlim Ocidental onde recebia 100 marcos do Governo Federal que utilizava para comprar fruta fresca para os netos, bem raro em Berlim Leste.

Como dizia Churchill, "se o defeito inultrapassável do capitalismo é a distribuição desigual da riqueza a virtude interna do comunismo é a distribuição equitativa da pobreza".

Saturday, 7 November 2009

Um pé em cada hemisfério

Hoje eu e a Margarida fomos a Greenwich onde visitámos o Royal Observatory que tem uma bonita vista sobre o Tamisa e alberga o Meridiano 0º onde o Mundo se divide nos hemisférios Leste e Oeste. Lá estivemos, como todas as outras pessoas à nossa volta, com um pé em cada hemisfério.

Um pequeno passo para nós e uma ajuda indispensável para a navegação.

Thursday, 5 November 2009

Tories e a Europa, outra vez

O Partido Conservador está, uma vez mais, em alvoroço por causa da União Europeia, depois de David Cameron ter abandonado o PPE para se juntar a muito duvidosa companhia no Parlamento Europeu, o que muito irritou a (diminuta) ala europeista do partido e ter desistido de organizar um - prometido - referendo sobre o Tratado de Lisboa, o que mais irritou a (enorme) ala eurocéptica e provocou (até agora) as demissões de dois Eurodeputados.

Ensina a História que sempre que os Conservadores se concentraram na Europa, os Trabalhistas ganharam as eleições, não porque os britânicos sejam europeistas - não são - mas porque os Tories não conseguem falar em mais nada e passam o tempo a atacarem-se sem dó nem piedade. Será esta a tábua de salvação dos trabalhistas?

Não há fome que não dê em fartura

Depois de um óptimo fim de semana a participar numa Mesa Redonda sobre Portugal e a Europa em Oxford, vou apresentar um paper sobre Timor Leste na Universidade de Bristol em Dezembro e em St. John´s College, Oxford em Fevereiro. E participarei num painel sobre Promoção Democrática e a União Europeia no Congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política em Março.

Tuesday, 3 November 2009

E agora os cidadãos?

Terminou hoje às 15H00 de Lisboa a saga de quase 10 anos da reforma das instituições da União Europeia. Será que agora os cidadão voltarão a estar no centro das preocupações da União?

Sunday, 1 November 2009

Uma geração de gigantes


20 anos após a queda do Muro de Berlim, reuniram-se os principais actores do ano em que a Guerra Fria acabou: o Presidente Americano Bush (pai), o Secretário-Geral Soviético Gorbachev e o Chanceler Alemão Kohl e foram notadas as ausências da Primeira Ministra Britânica Thatcher (doente) e o do Presidente Francês Miterrand (falecido).

Nesta galeria notável, poderiamos ainda mencionar o Papa João Paulo II e o Presidente da Comissão Europeia Delors. E se olharmos para lá da Europa ou dos Estados Unidos, o nome do Presidente Mandela vem imediatamente à memória.

Sem esquecer ou diminuir o papel dos Povos da Europa de Leste e concorde-se ou não com o legado de cada um, há 20 anos estes líderes mostraram estarem à altura da História e mudaram o Mundo.

Onde andam os gigantes do início do Séc. XXI?

Thursday, 29 October 2009

Fim de semana na Universidade

Este fim de semana vou voltar à Universidade, para participar numa Mesa Redonda sobre a União Europeia e o Sul da Europa que terá lugar no St. John's College em Oxford.

Para lá do tema que me é caro, do prestigio da Universidade e da qualidade dos restantes participantes, dá-me particular gosto voltar à actividade académica e científica nem que seja por dois dias.

O inverno do nosso descontentamento

Preparam-se ou continuam uma série de greves de vários serviços no Reino Unido, incluíndo os correios e a British Airways. Anuncia-se um inverno conflituoso antecedendo as eleições gerais da primavera do ano que vem.

Sunday, 25 October 2009

Fosse esse o único problema da Justiça

Segundo o Expresso o "presidente do Conselho Superior de Magistratura e o líder da associação sindical dos juízes trocaram acusações: Noronha diz que Martins interferiu nas eleições legislativas, este reage lamentando que o primeiro "não tenha tido uma posição institucional condizente com a quarta figura do Estado e, pelo contrário, pareça ter uma postura de guerrilheiro". [Rui] Rangel [Presidente da associação de juízes pela cidadania] foi salomónico: estão a descredibilizar a Justiça".

Se fosse só isso que descredibiliza a Justiça, muito bem ia o nosso Portugalinho...

Esmagado pela abudância

Esta Sexta-feira fomos jantar a um óptimo restaurante com uns excelentes amigos que comemoravam em Londres os seus 16 anos de casamento. Escolhidos os pratos, pedimos a carta dos vinhos e vimos chegar um longo livro de cabedal com 62 páginas, organizado por países e regiões, onde constavam algumas centenas de garrafas de todo o Mundo.

É sempre bom ter escolha, mas fiquei esmagado pela abundância.

Monday, 19 October 2009

Educação superior: um recurso caro e desnecessário?

Segundo o semanário Sol deste fim-de-semana, somos o segundo país da União Europeia onde o custo individual de se tirar um curso superior é mais alto. Enquanto que os estudantes portugueses pagam o correspondente a 11% do PIB, os alunos franceses pagam cerca de 6% e o esforço das famílias na Finlândia corresponde a 1% do PIB. E se no Reino Unido esse esforço corresponde a 12% do PIB, também é verdade que há um conjunto significativo de mecanismos de apoio que cobrem cerca de 44% do custos enquanto que em Portugal o apoio disponível fica-se pelos 18%.

Há, assim, um custo financeiro e pessoal considerável por parte das famílias e dos estudantes para tirar um curso, na esperança, como é natural, que esse esforço seja recompensado mais tarde em termos de empregos melhores e mais bem pagos. O que, dizem as estatísticas do IEFP referida pelo Expresso, é genericamente o caso já que um licenciado obtem um emprego 6 meses mais cedo que alguém que não é licenciado.

Mas, conta igualmente o Expresso, Portugal é o terceiro país da OCDE onde a chamada "fuga de cérebros", ou seja, a emigração dos mais qualificados é mais acentuada. Motivados - ou forçados - pela incapacidade do nosso mercado de trabalho em absorver dignamente os mais capazes, os licenciados portugueses partem à procura da recompensa do esforço que fizeram, levando os conhecimentos técnicos e a força de vontade que fazem a diferença no progresso de um país para outras paragens onde são reconhecidos.

É um lugar comum dizer-se que o maior activo que um país ou uma empresa tem são as pessoas. Infelizmente em Portugal não parece ser assim: formar quadros custa mais caro e os frutos desse esforço não são reconhecido.

Assim, o nosso Portugalinho não vai longe.

Sunday, 18 October 2009

25 anos de Oceano Pacífico

Não faço ideia quantas noites terei passado a ouvir o Oceano Pacífico, primeiro na RR e agora na RFM, ao longo dos seus 25 anos de emissão. Mas foram - e continuam a ser - muitas milhares de horas na companhia do João Chaves. Parabéns e obrigado.

Friday, 16 October 2009

Prémio IgNobel 2009

O prémio IgNobel da Literatura 2009 foi atribuído à Polícia da Irlanda por ter passado mais de 50 multas de trânsito a um tal de Prawo Jazdy, que significa "carta de condução" em polaco.

Wednesday, 14 October 2009

Os bifes no seu melhor

São várias as razões pelas quais gosto de Londres, e esta é uma delas: 13.500 pessoas a cantarem juntas "Hey Jude" dos Beatles em Trafalgar Square.

País maravilhoso IV

Afinal - e quase 72 horas depois de sabermos os resultados das eleições autárquicas - o PCP percebeu que os mesmos foram "insatisfatórios". Mais vale tarde do que nunca...

Tuesday, 13 October 2009

Do bom senso e da falta dele

O chamado escandalo das despesas dos deputados britânicos continua. Agora por força dos resultados de uma comissão independente criada para avaliar todas as despesas apresentadas por todos os deputados nos últimos 5 anos.

Esta semana a comissão terminou o trabalho e enviou cartas a todos os membros do Parlamento a solicitar a devolução de valores que foram consideradas não correspoderem aos objectivos do sistema de pagamento das despesas, alguns no valor de vários milhares ou mesmo milhões de libras.

Se considerarmos a força da reacção da opinião pública e da opinião publicada britânica ao escandalo das despesas, duvido que haja algum Deputado que, querendo continuar a sua vida política, se recuse a pagar o que a comissão entender, sendo certo que não são poucas as vozes que exigem eleições antecipadas argumentando que os actuais deputados perderam a confiança dos eleitores e, portanto, a legitimidade para os representar.

Mas alguns dos deputados queixam-se que poderão ser culpados de falta de bom senso mas que agiram dentro da prática há muito instituida no sistema e que não violaram nenhuma lei. E acrescentam que a comissão avaliou as despesas sem ter uma clara definição do que seria aceitável ou não, baseando-se no entendimento pessoal que os seus membros fazem do espírito da sistema. Assim, substituiu-se um conjunto de entendimentos pessoais por outro.

De futuro e para evitar novos dissabores, foi decidido criar um conjunto rígido de regras para regular o mecanismo de pagamento de despesas dos membros do Parlamento, o que, em bom rigor, deveria ter sido o primeiro passo para resolver esta história (ou para a evitar). Mas como era necessário acalmar o clamor público, começou-se pelo telhado, acrescentando mais confusão ao caos.

Como a vida seria mais simples e agradável se a sensatez fosse um bem distribuido equitativamente por todos. Infelizmente não é.

Monday, 12 October 2009

País maravilhoso III

É oficial: só o Bloco de Esquerda perdeu as eleições autárquicas. Como são generosos e bons os eleitores do nosso Portugalinho que tudo fazem para evitar desgostos de Domingo...

Sunday, 11 October 2009

País maravilhoso II

Afinal o Bloco de Esquerda reconhece que tem que trabalhar mais no poder autárquico. Deve ser triste ser - até às 11H55 - o único partido derrotado da noite.

Que país maravilhoso

Até às 11H42 da noite, ainda nenhum partido político tinha perdido as eleições autárquicas. Afinal ainda há optimistas no nosso Portugalinho...

O Cristo Rei de Dili


Para quem não sabe, há uma estátua do Cristo Rei em Timor, de braços abertos e quase voltado para a baia de Dili. A estátua foi construída e inaugurada durante a ocupação indonésia - que é o maior país mulçumano do Mundo - por causa da força da Igreja Católica de Timor e da fé militante dos timorenses.

Há, claro está, uma razão para o Cristo Rei não esteja voltado para Dili e sim para o mar: o escultor indonésio pôs a estátua a olhar para Meca...

Saturday, 10 October 2009

Há sempre mais um

Os Irlandeses disseram que sim e os Polacos terminaram o processo de ratificação do Tratado de Lisboa esta tarde. Será que os Checos encerrarão esta saga antes dos conservadores britânicos ganharem as eleições?

Friday, 9 October 2009

Prémio Nobel da Paz

O Prémio Nobel da Paz 2009 foi atribuído ao Presidente dos Estados Unidos porque, segundo o Comité Nobel, "Obama has as President created a new climate in international politics. Multilateral diplomacy has regained a central position, with emphasis on the role that the United Nations and other international institutions can play. Dialogue and negotiations are preferred as instruments for resolving even the most difficult international conflicts. The vision of a world free from nuclear arms has powerfully stimulated disarmament and arms control negotiations. Thanks to Obama's initiative, the USA is now playing a more constructive role in meeting the great climatic challenges the world is confronting. Democracy and human rights are to be strengthened."

Se as razões referidas pelo Comité Nobel para a atribuição do Nobel fruirem, o Mundo será melhor.

Thursday, 8 October 2009

Nem tudo está perdido

De tempos a tempos acontece alguma coisa que nos faz pensar que algures, alguém ainda tem vergonha na cara e que nem tudo é permitido. Ontem foi o Tribunal Constitucional Italiano.

Wednesday, 7 October 2009

Nas mãos da sádica

Desde o verão que sou maltratado quase diariamente por uma "personal trainer" que se ri quando eu sofro com os exercícios medonhos que ela me obriga a fazer. E não satisfeita, ainda tenho que fazer dieta.

Sem prejuízo, os resultados estão à mostra nas fotografias tirada em Julho e em Outubro, ambas durante as conferências que estamos a organizar no Barclays em Londres.


Tuesday, 6 October 2009

NY a preto e branco

Não é original, mas aqui fica a minha homenagem a NY






O suspiro

Fui ver em NY uma peça de teatro com o Daniel Craig e o Hugh Jackman e quando a cortina abriu ouviu-se um suspiro feminino colectivo.

Boas notícias

Segundo a ONU temos das melhores políticas de acolhimento de estrangeiros que há e segundo o Finacial Times a Universidade Nova de Lisboa tem o melhor Mestrado em Gestão Internacional do Mundo.

Razões para estarmos orgulhosos.

E más notícias

Portugal baixou um lugar no Indice de Desenvolvimento Humano do PNUD.

Razões para estarmos deprimidos.

Friday, 2 October 2009

Será desta?

Será desta que a União Europeia conseguirá ultrapassar uma década de auto-flagelação e dedicar-se a trabalhar para o bem estar dos cidadãos? Go Irish Go!

Tuesday, 29 September 2009

Chegado e baralhado

Voltei há dois dias dos Estados Unidos e ainda estou baralhado com a diferença horária. Definitivamente já não tenho 20 anos!

O menino gordinho

Enquanto estive no Algarve, assisti à seguinte cena: um menino gordinho na praia a jogar futebol com o Pai - menos gordinho -, perde a bola e atira-se imediatamente para o chão agarrado à perna e a gritar "falta". Assim vai o nosso Portugalinho...

Friday, 11 September 2009

E agora para os Estados Unidos

Parto amanhã para Nova Iorque e Washington de onde só voltarei no fim do mês. Até lá, desejo uma boa campanha eleitoral para quem está em Portugal e umas boas duas semanas para todos. Até Outubro.

Tuesday, 8 September 2009

Liberdade e Segurança II

O comentário do Vicente ao meu post anterior fez-me ver que não fui claro.

O sistema britânico recorreu a juízes, julgamento público, advogados, testemunhas, recurso e todos os outros instrumentos de protecção dos direitos dos acusados e não a mecanismos extra ou pseudo judiciais. E se os agora condenados forem absolvidos, significa que existem mecanismos de correcção de erros judiciais.

A protecção da nossa Segurança colectiva não deve significar o abandono da nossa Liberdade individual e a melhor forma de o assegurar é garantir que todos os mecanismos de defesa dos direitos dos acusados são respeitados, sem excepções.

Liberdade e Segurança

Foram ontem condenados por um tribunal inglês 3 suspeitos de planearem fazer explodir 5 aviões a voarem entre Londres e os Estados Unidos e o Canadá, utilizando bombas liquidas, razão pela qual foram implementadas as limitações conhecidas à quantidade de liquidos que podemos levar na bagagem de mão.

Desde o 11 de Setembro, em particular durante a Administração Bush, que assistimos ao aumentar progressivo das medidas de segurança colectiva, com a inevitável diminuição da nossa liberdade individual. Embora a tensão entre Liberdade e Segurança seja inevitável e o equilíbrio sempre precário e difícil de manter, há limites que não devem ser ultrapassados.

Felizmente o sistema judicial britânico provou que os direitos individuais, mesmo daqueles acusados de tentarem matar 5 mil pessoas inocente, não é incompatível com a segurança colectiva.

Sunday, 6 September 2009

Tudo se discute

Esta semana fui ouvir, numa sala completamente cheia, um debate sobre se Churchill terá sido mais um problema do que uma vantagem para o Mundo livre. A favor da moção estavam 2 historiadores de Cambridge e Oxford e Pat Buchannam ex-assessor de Nixon, Ford e Reagan. Contra a moção estavam 3 historiadores reputados.

Ambos os lados (com excepção do Sr. Buchannam) usaram argumentos sólidos e historicamente correctos e as apresentações foram educadas e interessantes. Como seria de esperar, a moção foi derrotada por 90% contra 10% mas o debate convenceu mais indecisos a votarem a favor do que aqueles que votaram contra.

Igualmente interessante é pensar-se que, sem prejuízo para o papel que Churchill desempenha no imaginário colectivo britânico e não serem poucas as pessoas que se lembram da Guerra e de lhe ouvir a voz na BBC, há espaço para se discutir séria e serenamente o seu papel histórico independentemente do mito.

Será que seriamos capazes de discutir o Infante D. Henrique e os Descobrimentos da mesma forma, ou haverá temas que, como se dizia no Estado Novo, não discutimos?

Wednesday, 2 September 2009

Uma nação de gente zangada

Este ano estava um tempo maravilhoso no Algarve, com água do mar quente e imensa gente de férias. Dir-se-ia que estavam criadas as condições para ver pessoas contentes e bem dispostas. Puro engano! Mesmo em férias, os portugueses andam zangados com o mundo e raramente se vê gente a rir.

E chove...

De volta a Londres e à rotina. E que maior rotina haverá em Londres que não seja a chuva? Home Sweet Home... and an umbrela.

Tuesday, 18 August 2009

Até Setembro

Vou partir para terras algarvias de onde regresso em Setembro. Até lá, ao meu leitor (se houver um) ou leitores (se forem dois), desejo umas boas duas semanas.

Thursday, 13 August 2009

Vruummmmmm

Passei o meu exame prático de mota.



O que significa que agora já posso levar a Margarida a passear

Thursday, 6 August 2009

Aldrabões há em todo o lado, mas o castigo merecido varia

Conta o Expresso da semana passada que há um crescente número de casos de teses de Licenciatura e Mestrado copiadas, em parte ou no todo, da internet. Nada de novo ou exclusivamente nacional. Nos anos em que dei aulas em Cardiff, apanhei alguns alunos a fazerem-no.

Partindo do princípio que não apanhei todos os plágios que me terão passado pelas mãos, casos havia em que a cópia era tão flagrante - pela diferença na forma de escrever ou por passar de um tema para outro sem razão ou lógica ou ainda por usarem bibliografia "estranha" - que chegava a ser mais constrangedor o amadorismo e a incompetência do aldrabão ou aldrabona do que a tentativa de fraude.

Nos casos onde o plágio era mais bem feito, havia na Universidade um programa de computador - como há na Universidade do Minho - que compara os trabalhos apresentados com textos existentes na internet e identifica as partes copiadas.

Lá e cá, nada de muito diferente.

O que poderá ser diferente é o castigo aplicado ao plagiador. Em Cardiff, o aluno era obrigatoriamente apresentado a um "Tribunal" composto pelo Director do Departmaneto e Professores da Faculdade e da Universidade que, depois de avaliar a gravidade da tentativa da fraude e ouvir o interessado, determinava o castigo a aplicar e que poderia ir desde a simples re-apresentação do trabalho até à expulsão da Universidade. Mas mesmo nos casos onde o castigo era leve, a tentativa de fraude era registada no cadastro individual do aluno o que, na prática, impedia que algum professor assinasse uma carta de recomendação, absolutamente fundamental no sistema Britânico.

A grande diferença entre Portugal e o Reino Unido não é se há ou não aldrabões. A principal diferença é se há ou não consequências à medida nossos actos.

PS. Sem prejuízo para o que escrevi antes, achei graça à brincadeira da Bandeira na CML. Veremos se há bom senso ou se a "dignidade do Estado" impõe um castigo pesado.

Monday, 3 August 2009

O mercado ao Domingo

Um dos nossos programas rotineiros é ir ao mercado dos produtores todos os Domingos, onde agricultores vêm vender os seus produtos. Entre queijos, carne, peixe e legumes, a escolha é variada e a tentação é muita.




Margarida em movimento

Este Domingo eu e a Margarida fomos dar uma longa volta de bicicleta desde nossa casa até Buckinham Palace, Hyde Park e volta.



Friday, 31 July 2009

Ex-fumador e... ex-bebado

Esta semana fui, finalmente, inscrever-me no Serviço Nacional de Saúde Britânico, o NHS, que envolve uma entrevista com uma enfermeira (no caso, simpática) que nos pesa, mede a tensão arterial e a altura, faz uma análise e uma série de perguntas sobre os nosso antecedentes clinicos e hábitos de vida cujas respostas introduz num processo informatizado.

Como não poderia deixar de ser, lá vieram as perguntas sobre se eu fumo ou se bebo. Quanto à primeira o NHS sabe agora que eu sou, desde 2004, um "ex-smoker". Mas muito me ri quando ela me perguntou se eu bebiba e eu respondi que costumava beber dois copos de vinho por dia mas que parei porque estou a fazer uma dieta. Imediatamente, a senhora escreveu "ex-drinker".

Não fosse o NHS e eu não saberia que até há um mês era um bebedolas!

Monday, 27 July 2009

E quem nos protege dos ditadores?

Semana passada o Eng. António Guterres deu uma entrevista ao Jornal Público onde - com um ar triste de quem vê diariamente o pior que a humanidade tem para mostrar - constatava que o Mundo regrediu em matéria de protecção dos Direitos Fundamentais. E acrescentou que hoje em dia, a intervenção internacional dos anos 90 em Timor ou na Bósnia não seria possível.

Na mesma semana, a ONU debatia, sem grande convicção e menos esperança de chegar a qualquer resultado interessante, o conceito da Responsabilidade de Proteger que é uma versão mitigada, tímida e aguada do conceito de Direito ou mesmo do Dever de Ingerência Humanitária, segundo o qual - na sua versão mais corajosa - a Soberania dos Estados é limitada pelo dever de proteger as vítimas de genocídio, limpeza étnica e outras formas de extermínio.

A década entre queda do Muro de Berlim e a queda das Torres em NY caracterizou-se pela crença na diplomacia e a cooperação entre os Estados, a proclamação do Direito Internacional e a resolução de alguns conflitos que pareciam insolúveis, como os já citados Timor Leste ou a pacificação dos Balcãs. A essa década dourada do Multilateralismo, seguiram-se oito anos marcados pelo unilateralismo e a secundarização das Nações Unidas.

Embora o Multilateralismo esteja a fazer progressos, ainda estamos longe da ideia generosa que animou a década de 1990, de que as Pessoas são mais importantes que os Estados e que há limites para a soberania.

Thursday, 16 July 2009

E uma história do Pacífico Sul

Nos meus últimos dias em Timor Leste fui visitar o Campo de Refugiados de Comoro, à saída do Aeroporto de Dili, onde vivam cerca de 5 mil pessoas em tendas do ACNUR e que se vê parcialmente na fotografia que tirei da internet.



A visita foi organizada pela OIM, que geria os apoios aos campos e combinada com os Chefes do Campo a quem foi dito que viriam umas pessoas do Club de Madrid, uma ONG composta por ex-Chefes de Estado ou de Governo para quem eu trabalhava.

Rapidamente a notícia da visita correu o campo e no dia previsto quando saí do carro perante uma multidão vestida a preceito, notei um claro desagrado. Como quem conta um conto acrescenta um ponto, a multidão estava convencida que o visitante seria o ex-Presidente Clinton...

Wednesday, 15 July 2009

Já agora, outra história da América Central

A segunda vez que fui à Guatemala, fui visitar Tikal, a muito impressionante capital do Império Maia no meio da floresta virgem centro-americana. Para lá chegar é preciso voar para Flores e depois viajar uma hora e tal de carro por uma estrada mal cuidada.

Assim, lá me apresentei no terminal dos voos domésticos do Aeroporto de Ciudad de Guatemala onde estava um DC3, parecido com o avião na fotografia.

Junto do avião, um indiozinho dava, empenhado, pontapés numa das rodas da frente. Quando alguém lhe perguntou o que estava a fazer, ele respondeu com um ar natural que a roda estava um pouco presa...

O que pode o amor (e uma ditadura)

A crise política nas Honduras lembrou-me a visita que fiz, integrado numa Delegação da Organização Ibero-Americana de Juventude e convite do Parlamento hondurenho, a Tegucigualpa, a respectiva capital.

Chegados ao Aeroporto, depois de uma viagem numa companhia aérea regional que nos levou da Cidade do México para Tegucigualpa via Cidade da Guatemala e S. Pedro Sula, uma senhora do Protocolo do Parlamento estava à nossa espera e rapidamente tomou conta dos nossos passaportes, pedindo que nos ocupássemos das respectivas bagagens que eram lançadas para o chão por 3 funcionários do aeroporto sob o olhar atento de uns militares armados de metralhadora.

Pouco depois, a Senhora do Protocolo voltou com os passaportes carimbados e perguntou se tinhamos todas as malas. Tendo respondido que sim, ela comentou: Que raro!

Sentados confortavelmente nuns carros do Parlamento, fomos guiados para a cidade. A meio caminho, só se vendo descampado e mato, alguém perguntou ao motorista se faltava muito para chegarmos à cidade. Espantado, ele disse que estávamos no centro!

Segundo reza a história, Tegucigualpa era uma vilazinha sem grande interesse quando um dos muitos Caudilhos que mandaram no País se apaixonou por uma mulher local e, para provar o seu amor, mudou a Capital do País.

Nunca consegui confirmar esta história, mas se não for verdade é pena.

Friday, 10 July 2009

Já não era sem tempo

Um ano mais tarde, o Parlamento elegeu Alfredo de Sousa para ocupar a Provedoria de Justiça. Como o País não tem problemas que justifiquem algum Sentido de Estado por parte dos Partidos Políticos, podemo-nos permitir que as Instituições não funcionem e que se coloque o interesse partidário acima do interesse dos cidadãos.

Assim vai o nosso Portugalinho.

Wednesday, 8 July 2009

A Rainha e eu

Um dos divertimentos de estar na Embaixada em Londres é fazer parte da "Diplomatic List" e, portanto, da lista de convidados diplomáticos da Casa Real, o que significa podermos ser convidados para o "Royal Enclosure" em Ascot, o Jantar e Recepção Anual ao Corpo Diplomático em Buckingham Palace e a Garden Party de verão, igualmente nos jardins de Buckingham.

Cada um destes eventos tem as suas particularidades e são bastante formais, como se pode ver pelas fotografias da Recepção ao Corpo Diplomático (que não está boa) e Ascot:





E isto porque não temos traje nacional...

Tuesday, 7 July 2009

Gostos idosos

Acabámos de voltar do O2 onde fomos ver um concerto do James Taylor, que foi exactamente o oposto do concerto da Madonna de ontem. Visualmente, um palco estático e clássico com 5 músicos e 3 vozes de apoio e o James Taylor, cujo primeiro album foi lançado em 1969, a cantar em pé ou sentado, sem dançar nem saltar e a fazer um intervalo de 20 minutos.

Mas a música foi óptima, a relação com o público muito próxima, chegando a cantar músicas pedidas pela audiência que não estavam programadas e, ao contrário de ontem, voltou ao palco 3 vezes para cantar 4 músicas para além do previsto.

No caminho de volta a conversar com a Margarida, chegámos à conclusão que os espetáculos que mais gostámos ultimamente foram o de hoje, o Art Garfunkel que vimos há uns meses largos aqui em Londres e um concerto do Christopher Cross em Lisboa há uns anos.

Como diz uma amiga nossa, temos gostos idosos.

Monday, 6 July 2009

Não haverá outros?

Já que uma oposição atenta e competente faz falta, dá vontade de perguntar se não haverá melhor que a Senhora Palin em todo o Partido Republicano?

O rei do pop morreu mas a rainha está bem e recomenda-se

Ontem (escrevo à 1H13 da manhã) fomos ver o concerto da Madonna ao O2, uma espécie de Pavilhão Atlântico enorme a leste de Londres.

A noite começou mal quando, por nabice minha, chegámos ao O2 quase 2 horas adiantados e tivemos que esperar pacientemente ao som de um DJ que nos massacrou com musica tecno durante uns 45 minutos.

O concerto é visualmente esmagador, com imensos ecrãs de alta definição por todo o palco que se movem para a frente e para trás, abrem e fecham e sobem e descem. Igualmente esmagadora é a vitalidade da Madonna que aos 50 anos, pulou, dançou e cantou durante quase 2 horas, acompanhada por um grupo de 8 bailarinos e uma banda de 4 pessoas.

O pior foi a música! Ou eram novas e eu não as conhecia ou eu conhecia-as mas os arranjos eram modernos e cheios de percussão.

Uma particularidade bifa que eu desconhecia: quando a Madonna deu o concerto por terminado,as pessoas levantaram-se e foram embora se sequer pedir mais uma ou duas músicas. Tudo muito obediente.

Apesar da contradição, mesmo sem ter gostado muito da música, o concerto foi óptimo.

Sunday, 5 July 2009

Pedalar pela Europa e ganhar uma bicicleta para a Margarida

Para marcar o início da sua Presidência Europeia, a Embaixada da Suécia convidou as restantes Embaixadas para um passeio de bicicleta entre o centro de Londres e Hamsted Heath, um parque real a norte de Londres.

Lá nos apresentámos, umas 30 a 35 pessoas entre as quais a Vice-Presidente da Comissão Europeia (de origem Sueca), vários Embaixadores, outros diplomatas e equiparados, acompanhados ou não de conjuge e filhos, para, todos vestidos de igual e montados numas bicicletas eléctrias de origem Sueca, pedalar por Regente Park, Camdon Town e chegar a Hamsted Heath a tempo para assistir ao concerto de um dos ABBA.

E, tal como prometido pela Embaixada sueca, os que chegámos ao fim (ou seja, todos) pudemos ficar com a bicicleta que usámos. A Margarida é, agora, feliz proprietária de uma bicicleta hibrida, um colete reflector, um capacete e uma capa de plástico para a chuva.

O carnaval do arco-iris debaixo da janela

Ontem a manhã começou com uma muito animada barulheira debaixo da nossa janela. Como no ano passado, a "London Gay Pride Parade" organizou-se em Baker Street e percorreu Oxford Street, Regent Street e Picadilly Circus para acabar em Trafalga Square.

Do nosso ponto de observação privilegiado, a Margarida e eu vimos passar os vários grupos, a pé ou em caminhões de caixa aberta, representando, entre outros, os 3 ramos das Forças Armadas (que marcharam fardados), a Polícia Metropolitana (igualmente fardados), os bombeiros e a ambulância de Londres, os Guardas Prisionais, os Funcionários Públicos, a British Arways, os Católicos, Judeus e Mulçumanos Gay, os Sado-Maso Gay Men (que, cheios de correntes e cabedais, metiam medo) e muitas outras associações e grupos organizados.

No meio desta gente todas, estava também um autocarro aberto com "The Elderly Gay and Lesbian Community" que, composta por velhinhos (alguns muito velhinhos), muito devem ter sofrido por serem gay.

A orientação sexual será eventualmente uma das últimas discriminações socialmente aceites nas sociedades ocidentais mas pense-se o que se pensar sobre o assunto, como dizia um dos cartazes dos participantes, "Some people are gay: get over it!"

Friday, 3 July 2009

De grande estatura moral e não só

Eu e a Margarida voltamos dos Estados Unidos no dia das eleições legislativas, pelo que não conseguirei estar em Portugal para votar. Por isso, fui hoje ao Consulado em Londres mudar o meu registo eleitoral para Londres e aproveitei para pedir o "Cartão do Cidadão".

Tudo feito on-line e rapidamente, lá substituí o BI, Cartão de Contribuinte, Cartão da Segurança Social, Cartão do Serviço Nacional de Saúde e Cartão de Eleito pelo novo cartão. E, à semelhança do novo Passaporte - que tirei também no Consulado há 18 meses - somos colocados perante uma máquina que tira a nossa fotografia, recolhe as impressões digitais e a assinatura e mede-nos a altura.

Pois fique-se a saber que segundo as máquinas do Consulado, no último ano e meio cresci 5cm, já que no passaporte tenho uns singelos 162cm e no cartão do cidadão tenho uns muito respeitáveis 167cm, sendo certo que ninguém (nem eu) notou esta fundamental diferença.

Quem sabe se não chego aos míticos 180cm antes dos 50 anos!

(Quase) de volta à civilização

A temperatura baixou e já se consegue andar na rua, embora as casas continuem quentíssimas.

Estes dias de calor lembraram-me um amigo Colombiano que vive em Madrid e que passava o verão a dizer que "suar não é digno de um cavalheiro". E não é.

Thursday, 2 July 2009

De mal a pior

Hoje estarão 32ºC em Londres e a arquitectura não mudou nos últimos dois dias...

Wednesday, 1 July 2009

O mundo dos outros II

Há tempos tive uma reunião na embaixada de um País do Golfo a quem a natureza generosamente dotou de lagos de petróleo. Discutindo a crise e para demonstrar a falta de liquidez do sistema financeiro, o meu anfitrião contou que o PM do seu País havia visitado recentemente o Reino Unido e tinha decidido, depois de um dia de reuniões e contactos, ir jogar um pouco a um dos vários casinos de Londres. Para grande espanto de todos eles, foi preciso recorrer a mais de um banco para se obter as 500 mil libras consideradas necessárias para se ter uma noite bem passada...

Monday, 29 June 2009

Só por milagre

Como é que os britânicos poderiam ser apoiantes da União Europeia se todos os dias são bombardeados com mentiras sobre as suas instituições e políticas que ninguém desmente e as duas políticas que têm impacto mais directo e mais visíveis no dia-a-dia das pessoas, a moeda única e o espaço schengen, não se aplicam a estas ilhas?

Moro num país tropical

Estão 30ºC em Londres, um sol de chapa e uma humidade que se cola à pele, condições que se manterão a semana toda. E as casas estão desenhadas para reter o calor...

Quero frio!!!!!!

A democracia tem destas coisas

A distinção científica entre uma democracia iliberal e uma democracia liberal está bem estabelecida: a primeira limita-se a ter eleições, enquanto que a segunda, para além das eleições, respeita os direitos fundamentais, o estado de direito, a separação de poderes e controle democrático das instituições e, mais nuns casos menos noutros, procura criar as condições económicas e sociais que permitam o exercício dos outros direitos.

Mas mesmo uma democracia iliberal tem, por força das urnas e da legitimidade do voto, limites ao exercício do poder. Que o digam os Ayatholas iranianos.

O melhor que temos

Este fim de semana teve lugar no Imperial College, o 3º Encontro de Estudantes e Investigadores Portugueses no Reino Unido, que reuniu cerca de 200 portugueses, na sua maioria doutorandos mas também alguns investigadores, mestrandos e licenciandos.

O que distinguiu este encontro do LUSO 2008, que teve lugar o ano passado em Oxford, foi a vontada, nas palavras de Marçal Grilo, desta "pequena elite" em ajudar Portugal, criando emprego científico quando possível ou apoiando o desenvolvimento tecnológico e a renovação universitária nacional.

O que também distingue esta geração de doutorandos é a simpatia, a boa disposição, a alegria e o sentido associativo. O melhor que Portugal tem para oferecer.

Friday, 26 June 2009

Michael Jackson morreu...

e eu tinha bilhetes para um dos concerto de Fevereiro em Londres. Não é como ter bilhetes para ver os Beatles e o concerto ser cancelado, mas maça-me.

Monday, 22 June 2009

Portugal, mais do que se imagina

Perguntou-me um amigo o que faço no meu dia-a-dia em Londres.

Portugal vive uma situação estranha no Reino Unido: é conhecido sem o ser. Ou seja, toda a gente conhece o Algarve, a Madeira, o vinho, as praias, o golfe, Lisboa, o Cristiano Ronaldo, o José Mourinho e , alguns, saberão que temos a mais antiga aliança, mas esse é o limite e a extensão do que se sabe sobre o nosso País.

Embora seja um bom cartão de visitas e todos nos orgulhemos da qualidade da nossa geografia, gastronomia, dos nossos campos de golfe e da excelência dos nossos desportistas, a falta de conhecimento da realidade portuguesa noutros campos, mais tecnológicos, inovadores e voltados para o conhecimento, dificulta a nossa afirmação como País de futuro.

Para começar a alterar essa realidade, a AICEP e o Barclays, com o apoio da TAP e colaboração da CBI - Conferederação das Indústrias Britânicas, a BCC - Confederação das Câmaras do Comércio Britânicas, o United Kingdom Trade and Investment, a Câmara do Comércio Portuguesa no Reino Unido e um conjunto de mais de dezena de Associações Sectoriais, lançou o programa INNOVANTING PORTUGAL

Não é o que faço o dia todo, mas ocupa a maior parte do tempo.

Thursday, 18 June 2009

A nobre arte de Talma

Se há coisa que não falta em Londres é o que fazer. No verão passado, eu e a Margarida passamos os meses de Junho, Julho, parte de Agosto e princípios de Setembro a correr para o Royal Albert Hall para assistir a concertos dos Proms da BBC, incluíndo a merecidamente famosa e muito divertida Última Noite onde todos cantamos a plenos pulmões.

Este ano resolvemos dedicar-nos ao teatro. Para além de haver muito e para todos os gostos, vemos em palco actores e actrizes que nos habituámos a ver na televisão e no cinema, como o Richard Dreyfuss ou o David Suchete.

Como diz a Senhora encantanda na primeira fila d'O Pai Tirano: Isto é teatro e do bom!!!!

Tuesday, 16 June 2009

Há festa no Bairro



Todos os verões em Marylebone, o bairro onde vivo em Londres, organiza uma Feira de Verão onde os comerciantes enfeitam as suas lojas, os restaurantes montam esplanadas no meio da rua, os agricultores de fora de Londres vêm vender os seus produtos, há bancas de toda a sorte de organizações de caridade, os serviços municipais têm atendimanto, constroi-se uma pequena "feira popular" para as crianças e há musica, dança e divertimento.

É, mal comparado, um S. António sem as sardinhas.

Friday, 12 June 2009

A raça dominante

Outro dia fui jantar a casa de uma amiga cuja "flatmate" tem 2 gatos que mandou castrar. Felizmente somos a raça dominante!

Tuesday, 9 June 2009

Garantir o presente a temer o futuro

Segundo os jornais de ontem e de hoje, o PM Brown convenceu o Grupo Parlamentar a aceitar a sua liderança. A razão é simples: depois dos resultados desastrosos das eleições locais e das eleições europeias, ninguém espera que os Trabalhistas vençam as próximas eleições gerais. Ora, mudar de líder do partido agora iria implicar a antecipação das eleições pois ter um segundo PM não eleito em menos de 2 anos seria politicamente insustentável. Assim, os deputados decidiram que mais vale manter Brown como PM a perderem os cerca de 100 lugares que se acredita que perdessem se as eleições fossem hoje.

É claro que se tudo se mantiver como hoje, a demissão do PM está apenas adiada para mais próximo das eleições, quando o partido procurará apresentar um candidato a PM que lhe permita esperar uma derrota menos pesada. O nome mais falado é o de Alan Johnson, ex-Ministro da Saúde agora promovido a Ministro da Administração Interna.

Brown tem cerca de 8 meses para mostrar o que vale, esperando que a retoma económica - cujos sinais começam a surgir - dê-lhe a margem necessária para não ser sumariamente despedido pelo Partido ou pelo eleitorado.

Thursday, 4 June 2009

E mais um...

Há cerca de 30 minutos demitiu-se o Minstro do Trabalho e Pensões, James Purnell. E aparentemente já há 75 deputados trabalhistas prontos a assinarem a carta que pede a demissão do PM. Pois é, meu caro Vicente,Gordon Brown está cada vez mais próximo do circuito das conferências.

De volta ao mundo

O discurso que o Presidente Obama fez hoje no Cairo poderá vir a ser o mais eficaz instrumento de política externa americana desde há muitos anos. Falta, é certo, passar das palavras aos actos, mas o caminho anunciado aponta para o regresso dos Estados Unidos ao Mundo. Que sejam bem vindos.

Wednesday, 3 June 2009

O fim do labour?

Amanhã poderemos assistir ao fim de 12 anos de governo trabalhista. Para além das sondagens que colocam o Partido em 3º ou mesmo 4º lugar nas eleições de amanhã, nada menos que 4 membros do governo pediram a demissão nas últimas 24 horas, entre os quais a Ministra da Administração Interna, lugar considerado entre os 4 mais importantes de um Executivo britânico.

Acresce que, segundo a comunicação social, o Primeiro Ministro está a ter enormes dificuldades em preencher os lugares agoras vagos, correndo o risco de, dependendo das opções que tomar, perder igualmente o Ministro das Finanças e o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

E, como se não bastasse, corre uma carta entre os deputados trabalhistas a pedir a demissão do PM. Ora, segundo as regras do Labour, se a carta recolher as assinaturas de 70 deputados, haverá obrigatoriamente uma eleição interna para a liderança do partido. Como diz a oposição, um governo a desmoronar-se perante os nossos olhos.

São várias as razões que levaram a este descalabro: a crise económica e o escandalo das despesas dos deputados que, tocando todos os partidos, foi pior gerida pelos trabalhistas são os mais óbvios. Mas, mais importante, é a total falta de jeito do PM Brown.

Tendo presidido, enquanto Ministro das Finanças, a 10 anos de crescimento económico e sendo responsável pelo plano de resposta à crise que o Mundo seguiu, Brown atingiu o seu limite de competência quando se ocupou das finanças e ultrapassou-o quando passou a ter que se ocupar de tudo o mais. É o conhecido "Princípio de Peter" que diz que todos temos um limite de competência, acima do qual deixamos de ser eficazes.

Todos o temos mas nem sempre o reconhecemos.

Tuesday, 2 June 2009

Praias da Noruega

Eu e a Margarida fomos passar o fim-de-semana passado à Noruega para a primeira comunhão da minha prima Beatriz Bousquet. A Noruega é um país lindo, cheio de água (mar, fiordes, lagos e rios) e montanhas e o tempo estava tão bom que até à praia fomos, embora o mar estivesse a 9ºC...

Junto algumas fotografias tiradas pelo Pierre, Manuel e pela Beatriz.